ARQUIVO

"O retornos dos equívocos", Expresso Revista de 24 Dez. 1988, pág. 53
"Acontecimento" / com uma reportagem de Nuno Ferreira, "Feira, festa ou fiasco", pág 52-54
Fotografias de Luís Ramos
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"Eduardo Luiz (1932-1988)"
Expresso/Revista, 07-05-1988, p. 28R (“Na Berra”)
Eduardo Luiz vivia há 30 anos em Paris. Destacara-se nos anos 60 entre alguns pintores portugueses que no exílio então necessário participavam directamente das aventuras do que ficou conhecido como a invenção de uma “nova figuração”, e desde então desenvolvera um itinerário pessoal e solitário acolhido com extremadas reacções.
Cesariny incluiu-o entre os poucos surrealistas da sua lista de 1973, mas o pintor negava a atribuição; outros acentuavam um “preciosismo pictural algo poético” (J.-A. França) enquanto Fernando Gil, num texto de uma lucidez rara entre prefácios de exposições (Galeria 111, 1973), situava na pintura de Eduardo Luiz algumas direcções significativas de um futuro possível: “anuncia uma pós-modernidade em que seja de novo possível denotar – mas em que a denotação seja intrínseca à própria linguagem: Balzac depois de Beckett”.
Retrato Clássico, 1981, o/t 124 x 73 cm, Col. Manuel de Brito
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