Uma história de hoje no Guardian sobre um grande projecto interrompido de um grande pintor de hoje (o maior?)
O quadro do Verão, o 2º da série, 3 x 4m, pintado e fotografado por D.H.
O link: http://www.guardian.co.uk/artanddesign/2009/mar/27/hockney-art-seasons-trees
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O sítio oficial de Hockney
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O índice daqui
o maior? sempre provocador.
Posted by: Luisa | 03/27/2009 at 16:14
E quem mais lhe disputará o lugar? Quem mais pode suceder ao lugar de Picasso? Também na criação digital é ele que está na primeira linha.
Posted by: ap | 03/27/2009 at 17:05
Desculpa o atraso. Não tenho nada contra o Hockney e muito menos contra o Picasso, como sabes. Mas estas classificações - o melhor, o número um, o pior - deixam-me pouco à vontade. No fundo é adoptar uma quantificação de concurso, de feira, de 'salon' para uma prática tão volátil e íntima como a pintura. Quem gostava de semelhantes práticas era o Doutor França (Almada o melhor até 1950, Rodrigo o melhor de 50 para cá), no que é seguido pelo Lapa e pelo Wandschneider (o melhor de 50 para cá não é o Rodrigo, é o Noronha, diz ele). Não gosto de feiras e nunca vejo concursos. Mas gosto muito de outros pintores (o Lucien Freud vem-me à cabeça, assim de repente) que, na minha opinião, são mais interessantes do que o Hockney.
Posted by: Luisa | 03/28/2009 at 11:08
Atraso? Escolher o melhor é um concurso pessoal, íntimo, que obriga a passar em revista os preferidos. Pode ser um jogo de sociedade, com o valor ou interesse de todos os jogos. O exercício de revisão nunca é inútil contra o esquecimento. E quando a recepção é, hoje, indiferente ou neutra, quando os nomes que se dizem são os das listas das bienais (os salões de agora) e quando ninguém se arrisca a escolher contra o conformismo dos museus-e-leilões, trata-se de fazer apostas próprias. Mais Hockney que Freud (ou Bacon, antes), porque as direcções de trabalho são mais amplas e mais desafiadoras. Há tempos apostava no Kitaj, que tinha voltado a fazer pintura de história, mas estragou-se nos últimos anos, antes de morrer. É gente fora das academias, que arrisca sem rede em levar para diante "géneros" que se desejavam extintos, para igualizar artisticidades inúteis.
Também gosto de quadros de estrelas desde que os vi afixados nos museus e centros de arte de Copenhaga. Percebia-se que podem implicar responsabilidades e consequências. Por cá, com as 4 e 5 estrelas ao desbarato, são quase sempre um desavergonhado mapa de dependências ou conivências.
Posted by: ap | 03/29/2009 at 20:19