O prémio dito de fotografia promovido por um banco só não será irrelevante se nos preocuparmos com a sua irrelevância. Os artistas-fotógrafos candidatos (nomeados e premiados) têm, em geral, prejudicado as suas eventuais carreiras com o sacrifício a que irreflectidamente se prestam, na mira de alguns euros ou na ilusão da entrada no circuito crítico institucional, ou porque tem de ser. O logro paga-se caro, mas agora há tantos que ajuda a mondar o terreno. Esta publicidade nem ao tal banco aproveita. E esta arte é uma infinita chatice - vazia, inútil, pretensiosa, escolar, autocomplacente...
A inauguração estava bem servida. Tal como em casos anteriores, os nomeados foram melhor antes, nas exposições por que foram escolhidos, do que na exposição/concurso. Em parte (outras razões são de produção e "comissariado"), porque lhes falta experiência para enfrentar a provação, o "efeito prémio", o tipo de "projecto" que o "meio curatorial" aprecia.
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