Um dos aspectos da carreira de Fernando Lanhas que tem sido silenciado (no catálogo da mostra de Serralves em 2000 ou nas notícias da sua morte), e que em geral permanece desconhecido, é o trabalho de designer gráfico, antes de se usar a palavra design com o actual sentido.
Desde os catálogos das Exposições Independentes e o logo do grupo, nos anos 40 (já na 2ª exp., de 1944), ou os catálogos da mostras da Livraria Portugália, no Porto, o itinerário foi longo.
Por exemplo, a "Árvore - Folhas de Poesia", de Lisboa, com a capa e vinhetas do Primeiro fascículo do Volume II.
capa, e à dir. uma das vinhetas, na 2ª página de um poema de Mário Cesariny, Ponto a Ponto, de Jan. 1953
os nºs anteriores tinham direcção gráfica de Luís Moita:
Ou os volumes antológicos de "O Comércio do Porto", no tempo em que existiam suplementos de "Cultura e Arte", organização de Costa Barreto:
Nº 2, sem data (1957), capa e contra-capa, frontispício (pp. 2-3)
E em 1959, ed. Verbo, Arte Popular em Portugal (dir. Fernando de Castro Pires de Lima)
Dizer de um pintor que foi um pioneiro do abstraccionismo (a partir dos anos 40) é algo sem sentido, e a obra de pintura foi manifestamente escassa - não direi sintética porque a alguns quadros "essenciais" se juntam as variantes e as composições débeis.
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