A propósito de
SESSÃO 02: 16 de Abril de 2008 (4ª) – 21h00 / Cinema Passos Manuel
Projecção dos filmes
“Aurélio / Genérico Manifesto”, 2006, Vítor Almeida (8’)
"Aurélio da Paz dos Reis, uma Biografia", 1983, Ângelo Peres (43')
Conferencistas : Vítor Almeida (Realizador), Emília Tavares
#Em arquivo: 3
"À procura de um autor"
Expresso Cartaz de 13- 11- 1999
AURÉLIO DA PAZ DOS REIS
Palácio Foz
PIONEIRO do cinema, em 1896, fotógrafo amador, até cerca de 1920, floricultor premiado e comerciante, político republicano, Aurélio da Paz dos Reis (1862-1931) é um curioso personagem portuense. A exposição que o Centro Português de Fotografia lhe dedicou há tempos, na Cadeia da Relação, chegou a Lisboa abreviada, numa apresentação que sublinha o interesse documental das imagens que deixou mas que não permite ainda conhecer, de facto, o que foi a respectiva obra e o lugar que ocupou na fotografia do seu tempo.
Fazem parte do espólio que lhe sobreviveu 2464 positivos e 9260 negativos, em geral chapas de vidro estereoscópicas, que permitiam a visão binocular em relevo, embora ele também as usasse para obter panorâmicas ou captar duas imagens diferentes.
É através das provas originais (que não se expõem), das vistas estereoscópicas que produziu e comercializou (mas que aqui não se dão a ver), dos postais que editou e das fotografias que expôs e com que ganhou prémios nos Salons ou que publicou na imprensa (duas das fotos expostas, sobre o Carnaval dos Fenianos, foram editadas na «Ilustração Portuguesa», em 1906) que a sua actividade poderia ser conhecida e localizada na sua época histórica – que já é a da plena maturidade da fotografia e não a era dos pioneiros.
Aurélio da Paz dos Reis (1862-1931), um portuense ilustre


