José-Manuel Gonçalves nommé nouveau directeur du CENTQUATRE
(Crédits photo: Le 104-décembre 2007 (zavweb sur Picasaweb). via www.lesinrocks.com)
José-Manuel Gonçalves nommé nouveau directeur du CENTQUATRE
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Foto Annett Bourquin, "O Leão que ri", Maputo (1958-2006?)
A exposição terminou (no CCB / Museu Berardo), mas um comentário que chegou a uma nota antiga - quando a mostra de Pancho Guedes da Suíça não tinha sequência em Lisboa (e acabou por ter numa escala bem maior e com outro comissariado) - justifica uma nova referência.
"His connection with Africa allowed Pancho to liberate himself from the
constraints and restrictive ideas that dominate the mainstream of the
art world" - escreve Isabel Barros
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Em Setembro de 2007 uma exposição dedicada a Pancho Guedes inaugurou-se no Museu Suíço de Arquitectura (S AM), em Basileia, assinalando a presidência portuguesa da UE e em conjunção com a - e em resposta à - extensa retrospectiva de Le Corbusier no Vitra Design Museum. Esta mesma mostra do Le Corbusier já esteve no CCB, onde foi um dos grandes acontecimentos discretos de 2008, e agora chega a de Amâncio d'Alpoim Miranda Guedes, ou Pancho Guedes. Lá chamou-se em subtítulo "UM MODERNISTA ALTERNATIVO" e aqui vai chamar-se VITRUVIUS MOZAMBICANUS.
NÃO É A MESMA EXPOSIÇÂO PANCHO GUEDES DA SUÍÇA QUE VEM AO CCB - VER COMENTÁRIO ABAIXO
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(inacabado, não editado)
Chegou hoje ao fim a exposição Arquivo Universal, um blockbuster "revolucionário". Ficaram certamente por discutir publicamente a concepção e a eficácia possível de uma mostra que propunha que reflectíssemos sobre a origem, os caminhos e destinos da fotografia documental, embora tivessem faltado elementos mínimos para que o espectador razoavelmente informado pudesse acolher as "provas" expostas.
O "Guia da Exposição" redigido pelo comissário Jorge Ribalta deve ser considerado não um roteiro objectivo mas um texto polémico, saturado de afirmações que precisariam de ser contrariadas ponto por ponto, mesmo se há obviamente pistas a ter em conta num caso ou noutro.
Construído como o argumentário de um discurso teórico que se considera hoje hegemónico no seio do sistema universitário-museológico, mas que constantemente precisa ainda de se afirmar como o adversário de um outro discurso que é ficcionalmente definido como anteriormente hegemónico no campo da fotografia (o modernismo formalista que se consubstanciaria na prática do MoMA, através dos seus sucessivos directores), trata-se em grande medida de um confronto fantasmático e de uma estratégia de poder. Para conhecer o universo teórico em que se move o comissário catalão, pode consultar-se em especial a antologia que publicou em 2004 na col. Fotografía da Editorial Gustavo Gili sob o título Efecto Real, Debates posmodernos sobre fotografía, começando pelo respectivo prefácio "Para una cartografía de la actividad dotográfica posmoderna".
Entretanto, o que agora (me) importa é registar a incorporação de fotografias e edições fotográficas portuguesas na exposição. Terão faltado ao comissário condições (contratuais?) para uma mais completa reflexão sobre a fotografia documental em Portugal e por essas ou outras razões também não se deu conta de uma qualquer colaboração ou um aconselhamento nacionais. Em Barcelona, a mostra prolongou-se com um conjunto de encomendas a fotógrafos que além de abordarem a cidade e o seu presente traziam o horizonte cronológico daquela até à actualidade, enquanto aqui tudo se encerrou em meados dos anos 80, de um modo particularmente confuso: o subtítulo "Novas topografias, 1975-1988" aplicou-se a coisas substancialmente diferentes, como
Posted at 12:50 in Exposições 2009, Museu Berardo | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Um artista austríaco no CCB Museu Berardo. Espaços arquitectónicos e circulações de visitantes, de formigas e de ratos brancos. Imagens e comportamentos, usos sociais. Uma experimentação sempre eficaz. O labirinto, a grande decoração. O humor.
Posted at 21:04 in Exposições 2009, Museu Berardo | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)
Começa a esgotar-se o calendário do "Arquivo Universal" com as suas 1200 (?) fotografias e outras edições, filmes, etc - até 3 de Maio. Vou regressando ao CCB e continuo a espantar-me com a descarada manipulação ideológica da história da fotografia que se pratica na exposição vinda do MACBA, isto é, com o esquerdismo de culto universitário constituído como um pretenso saber hegemónico em alguns circuitos artísticos e que aqui submete a "documentação" fotográfica exposta a classificações inaceitáveis e a informações falseadas.
Desde o início da mostra e desde o primeiro texto de parede: "Política da vítima 1907-1943":
Isto é em primeiro lugar mal escrito (e mal traduzido), e inapropriado para um texto de parede, que deve ser informativo e acessível a um público alargado. É, aliás, uma adaptação preguiçosa do texto do "Guia da Exposição", pág. 12. Depois, é despudoradamente falso. O género documental não surgiu para representar as classes trabalhadoras e os desfavorecidos... Aliás, o que será o "género documental"?
Posted at 02:33 in Exposições 2009, Museu Berardo | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Está a passar um mês desde a inauguração de "Arquivo Universal", a importante e gigantesca mostra sobre a fotografia documental vinda de Barcelona, e ainda não se juntou uma legenda aos álbuns que se expõem na vitrine de uma sala de variado conteúdo, entre August Sander e a representação de Mass-Observation:
Trata-se de uma das escassas representações nacionais no conjunto da exposição: álbuns reunidos por Eduardo Portugal, em geral com fotografias do próprio (o que parece ser aqui o caso) e dedicadas neste caso a pormenores da cidade: ruas, pelourinhos, portais, etc. Terão sido cedidos pelo Arquivo Fotográfico da CML e deviam, obviamente, ser acompanhados pela respectiva tabela. Não é o único caso de desleixo informativo, mas aqui é demasiado evidente - e a sala onde isto se passa é demasiado confusa ou heteróclita, não fornecendo qq outra pista para decifrar essa presença anónima além de uma minúscula assinatura de E. PORTUGAL.
Na sala seguinte e noutra vitrine mostram-se mais fotografias e postais da colecção de Eduardo Portugal e da sua autoria, e também de António Passaporte, essas identificadas.
E na galeria do pp Arquivo expõem-se outras partes excelentes do espólio de E. Portugal, que há anos teve uma exp. sobre a sua obra incluída no LisboaPhoto, mas sem catálogo.
Posted at 18:17 in Exposições 2009, Museu Berardo | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Surpresa: o meu fotógrafo espanhol favorito traz uma mostra antológica ao CCB - Museu Berardo:
PHotoEspaña en Portugal: Cristóbal Hara y Mabel Palacín: PHotoEspaña contará de nuevo con Lisboa como sede de dos exposiciones de la Sección Oficial. El Museu Colecção Berardo acogerá una exposición antológica de Cristóbal Hara en la que se reunirán un centenar de fotografías donde queda patente la relación del autor con el tema de lo cotidiano durante toda su trayectoria profesional. La muestra incluye imágenes de series como Lances de aldea (1992), Vanitas (1998) o Contranatura (2006), así como obras de producción reciente. Por su parte, Mabel Palacín presentará una serie fotográfica y vídeos (...)
Cristobal Hara foi para muitos uma grande descoberta da edição 2006 do PhotoEspaña, então dirigido por Horacio Fernandez, no Canal Isabel II.
CONSULTAR AQUI: http://alexandrepomar.typepad.com/alexandre_pomar/cristobal_hara/
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Falta um roteiro, que fixe o mapa da exposição "Arquivo Universal" sala a sala, e indique os diversos núcleos que se mostram em cada uma. Pode dizer-se que faça cada visitante o trabalho de casa, e que volte depois de ir ao Google saber quem são, por exemplo, Humphrey Spender e Humphrey Jennings, o fotógrafo e o cineasta do projecto Mass Observation, o segundo autor de Spare Time (Tempo Livre), de 1939, em projecção contínua (ver "SURVEILLANCE SOCIETY, The Mass-Observation movement and the meaning of everyday life", by Caleb Crain, September 11, 2006. http://www.newyorker.com - por exemplo ). Mas algum apoio documental seria preciso para guiar o interesse do visitante, perdido entre tanta informação visual (fotografias, livros, revistas, panfletos, filmes, etc), se não traz já consigo extensas leituras.
Álbuns de Eduardo Portugal (pelourinhos em baixo, portas e portais brazonados em cima) - não identificados
Mass Observation, mais José Suarez, as Misiones Pedagógicas da República e Ortiz Echague, grande o picturialista espanhol que também frequentava os salões portugueses, mais August Sander, e também três álbuns de fotografias de Lisboa que ainda hoje (15 Mar.) não estão identificados, todos eles numa só sala, não é uma proposta fácil - e essa é uma das qualidades da iniciativa trazida do MACBA ao Museu Berardo: a entrada é gratuita, dá para voltar muitas vezes até 3 de Maio. Vale a pena. A exposição é gigantesca, o que se mostra é em muitos casos de grande importância, mas as falhas de comunicação somam-se às muito discutíveis opções ideológicas que condicionam o seu discurso.
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Posted at 23:27 in Exposições 2009, Museu Berardo | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Nas duas primeiras salas de "Arquivo Universal", os reformistas e os "revolucionários". A crítica da exploração dos trabalhadores mais a denúncia do desemprego (a Grande Depressão de 1929...) e, a Oriente, a propaganda da alegria (estalinista) no trabalho. As "políticas da vítima" e a "voz própria" do proletariado em versão 3ª Internacional. O resultado parece ser o oposto do que pretenderia o esquerdismo escolar do programa. Mas há que separar (e é possível, às vezes com algum trabalho) a roupagem ideológica sobreposta aos objectos expostos.
As fotografias e as campanhas reformadoras de Lewis Hine (1874-1940) abrem o itinerário. (De facto não são um começo, mas Jacob August Riis (1849-1914) e outros foto-documentadores dos desasjutamentos sociais foram riscados do mapa sem aviso: é um efeito de montagem (ou de photoshop?) para defender uma tese - errada).
sala 1 - Na parede do fundo, fotografias de Rodchenko, à esquerda, e de A.Shaikhet e Boris Ignatovitch. À direita, dois fotógrafos-operários alemães, entre a República de Weimar e o nazismo, Walter Ballhause (1911-1991) e Eugen Heilig (1911-1936). À frente, vitrines com publicações soviéticas (bolchevistas: Lef, Novji Lef, Sovetskoe Foto - nº 11, 1927, Lenin como a estrela que ilumina a multidão) e da esquerda operária alemã (AIZ).
Posted at 15:28 in Exposições 2009, Museu Berardo | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)
"ARQUIVO UNIVERSAL, O documento e a utopia fotográfica", no CCB a partir de dia 10.
Uma grande exposição, em termos de número de fotografias, com um importante panorama histórico da fotografia documental e com alguma retórica ideológica esquerdista a complicar (mais uma deficiente tradução da informação castelhana, aqui um pouco revista).
E perdeu-se a oportunidade de acrescentar uma parte portuguesa com algum sentido, abrindo mais algumas portas ignoradas...
Comissário: Jorge Ribalta
Co-produção: Museu Colecção Berardo e MACBA - Museu d’Art Contemporani de Barcelona
9 de Março – 3 de Maio
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"Archivo universal. La condición del documento y la utopía fotográfica moderna
23/10/2008 - 06/01/2009 MACBA, Barcelona
09/03/2009 - 03/05/2009 Museu Berardo de Lisboa (1ª publ. a 17 Janeiro)
Tal como acontecia com "O Teatro sem Teatro", que também veio do MACBA, esta exp. poderá juntar uma imensa documentação de qualidade a um contestável/equívoco/ideológico** entendimento do presente, mas justifica-se a expectativa de que seja uma das mais importantes exposições do ano. Por exemplo, porquê o limite cronológico em 1980 (**na versão de Barcelona, pelo menos), à época dos posmodernismos, em vez de integrar a expansão recente das novas atitudes documentais? E na dúvida permanece também a possibilidade da integração (ou não) de fotografias portuguesas na representação internacional (quem? Benoliel, Maria Lamas, Orlando Ribeiro, o Inquérito da Arquitectura Popular?) e a substituição do capítulo Barcelona por Lisboa. (**Há acrescentamentos nacionais, mas o capítulo de Barcelona não deu lugar a encomendas sobre Lisboa).
Edward Steichen, visitantes de la exposición "The Family of Man", Moscú, 1959
Já tinha aqui referido ( http://.../2008/10/documentos-e-utopias.html ) a viagem até ao CCB da exp. organizada por Bartomeu Mari e Jorge Ribalta, e agora acrescento o texto crítico oportunamente publicado no Le Monde por Michel Guerrin.
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De Barcelona para Lisboa, do MACBA para o Museu Berardo/CCB (em Março 2009). Depois de "Um Teatro Sem Teatro", outra exposição que viaja. (1ª publ. a 22 Out. 2008)
"Archivo universal. La condición del documento y la utopía fotográfica moderna"
23/10/2008 - 06/01/2009 MACBA
09/03/2009 - 03/05/2009 Museu Berardo de Lisboa (co-produção)
Berenice Abbott "Pike and Henry Streets, Manhattan" 1936
"Esta exposición analiza la noción de documento en la historia de la fotografía a partir del estudio y la escenificación de algunos debates sobre el género a lo largo del siglo XX. Con el objetivo de valorar varias hipótesis sobre los significados y mecanismos del documental, traza un recorrido histórico que arranca con el inicio de la hegemonía de la fotografía en la prensa ilustrada, en el primer tercio del siglo xx, y llega hasta la supuesta crisis del realismo fotográfico en la era digital, a finales de siglo. Sin embargo, la exposición no es una historia del género ni agota sus posibles definiciones, sino que intenta estudiar cómo el documento fotográfico se ha constituido – siempre de manera ambivalente y polémica – en un determinado contexto histórico, y delimita en cada caso cuál es y cómo se construye el sujeto histórico del género documental.
Desde que John Grierson, fundador del movimiento documental británico a finales de los años veinte, definiera el género documental como el «tratamiento creativo de la actualidad», este pasó a ser imprescindible en la construcción de los discursos sobre el realismo en la fotografía y el cine. No obstante, un estudio más detallado evidencia la radical dificultad de definirlos, derivada <?> del hecho de que los conceptos de documento y documental pertenecen a diferentes campos discursivos. Estos conceptos, efectivamente, aparecen no solo en el campo artístico, sino en las ciencias sociales y naturales, en el derecho y la historiografía. El término documento se inscribe en la filosofía del positivismo, que subyace al saber científico occidental, pero que, como género fotográfico y cinematográfico, adquiere significados cambiantes a lo largo del siglo xx.
La exposición se organiza en dos partes principales, que se subdividen en otros ámbitos. La primera parte plantea algunos de los principales debates sobre el documento fotográfico en el periodo moderno, aproximadamente de 1850 a 1980. La segunda parte sitúa este debate en la trayectoria histórica de Barcelona, entendida como un caso específico de estudio.
(E então? Veremos o "case study" Barcelona, ou já será possível preparar uma versão lisboeta? )
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(Depois de "Sur Place" de Justine Triet , outra obra maior do Museu Berardo)
Amarylis, 1987, óleo sobre tela, 220 x 180 cm. Col. Berardo
Julgo que o quadro não tinha sido ainda apresentado em nenhuma das mostras da Col., e é natural que outros não soubessem que fazer a uma pintura que não encaixa em nenhumas das grandes prateleiras dos supermercados artísticos. E que além da independência, tem também as qualidades da alegria.
A categoria ampla "O poder da cor" permitiu mostrá-la num dos mais fascinantes e mais livres (as duas coisas estão muitas vezes associadas) ou desafiadores conjuntos de obras heteróclitas (?) que pude ver num museu: a constelação Stella - Mondrian- Paula Rego - Morandi - Jaffe - Schnabel, a continuar, à direita, com o pouco conhecido Eugène Leroy. (Como dizia Shirley Jaffe numa entrevista: "Quando os quadros são mostrados numa situação não habitual, a nossa percepção muda" - catálogo "Une histoire parallèle, 1960-1990", Centre Pompidou, 1993)
Norte-americana de New Jersey nascida em 1923 e fixada em Paris desde 1949 (quando NY lhe roubou a arte moderna...), expôs durante 30 anos (1966-97) na Gal. Jean Fournier e depois na Galerie Nathalie Obadia (a mesma onde expõe agora Jorge Queiroz. ver JQ ). Pertence, como informa o site da Colecção Berardo, à geração dos pintores norte-americanos como Sam Francis, Joan Mitchell e Ellsworth Kelly, e Kimber Smith, que viveram em Paris nos anos 50, em contacto com a arte europeia.
"Belongs to the generation of American painters such as Sam Francis, Joan Mitchell, Ellsworth Kelly, who lived in Paris in the 50s and have set up, in contact with European art, an active artistic environment. After a period near to the Abstract Expressionism, in the 60s she tends to a geometry that deals with colour and excludes gesture. Jaffe has established, as she herself comments, an "alphabet of geometrical forms of difficult identification". For more than thirty years, her work goes through denial of painting, to better seize the significant virtues of form."
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"Joe's show" by Miguel Amado (muito ilustrado)
Artforum , 29/06
"(...) Museums of modern and contemporary art are somewhat foreign to the Portuguese art scene, and as such, Jean-François Chougnet, the French administrator whom Berardo has appointed director, proclaimed in a recent interview that “the next step is to normalize the museum’s relation with its core audience.” No small task, given the animosity of many of the dealers, curators, writers, and few artists present. As one critic remarked, “We are here smiling when we have all been cursing Berardo behind his back.” Still, some seemed satisfied: Artist Joana Vasconcelos (whose infamous tampon chandelier graced the entrance to the Arsenale in 2005) pronounced it “the most significant project ever taking place in the country.” “Of course,” someone later noted, “that’s easy to say when you have a commissioned sculpture (*) at both entrances to the museum! (...)"
Trata-de "Nectar", que venceu um concurso aberto a vários escultores convidados. Não foi uma encomenda, o que é essencial saber-se para identificar a má fé do comentário. A má fé e a mentira são estruturantes da vida cultural portuguesa.
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Le Guide du Routard .com
Musée Berardo à Lisbonne : du fado au fluxus
"Amateurs d’art moderne, il va falloir désormais compter avec Lisbonne. Le Musée Berardo, qui vient d’ouvrir sur les rives du Tage à Belém, abrite l’une des plus riches collections privées d’art contemporain du Vieux Continent. Près de 900 œuvres de grands artistes du XXe siècle y sont exposées de façon permanente. On connaissait Lisbonne pour le fado et la saudade : c’est le moment de la découvrir pour ses Andy Warhol, Jeff Koons ou Yves Klein. Un atout supplémentaire pour la belle cité portugaise."
"Et oui, my Berardo is rich ! À vous d’en profiter..."
"Un nouveau joyau à Belém /Le trésor de Joe / 862 œuvres, 70 courants artistiques et plus si affinités / Un atout de plus pour Lisbonne / Pour en savoir plus"
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- SIC Noticias às 23 horas com Raquel Henriques da Silva e dois jornalistas de Economia, condução de Ricardo Costa.
Duas citações para estimular:
MMCarrilho: “às vezes vale mais manter um impasse durante algum tempo para uma boa solução do que precipitarmo-nos numa má solução.” DN 26-06-2007 (outra vez em bicos dos pés)
Gomes de Pinho (presid. administração da Fundação de Serralves):
Público: Não vê na colecção Berardo uma lógica museológica? Resposta: NINGUÉM VÊ.
(…)
Serralves é uma colecção de natureza museológica, o que quer dizer que nós não compramos nos leilões.
(...)
É importante para o país adquirir um pouco artificialmente uma colecção daquelas? Eu diria que é muito importante para o país ter um repositório da criação artística contemporânea”
in Público de 11-02-2007, e um título: “Joe Berardo fez um excelente negócio”
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Ver no Ípsilon/Público o excelente comentário de Luísa Soares de Oliveira ("O triunfo de Berardo"), de se publicara no dia 27 um pequeno extracto ("Cinco Estrelas"). Bons títulos
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The International Herald Tribune / Europe
"New modern art museum plugs a gap in Lisbon's allure"
The Associated Press
- Published: June 22, 2007
LISBON, Portugal: "From famine to feast: Portugal's capital is finally getting the modern art museum of international stature it has long craved. The Berardo Museum of Modern and Contemporary Art opens Monday in Lisbon after more than 10 years of haggling between the authorities and Portuguese tycoon Joe Berardo, whose acclaimed private collection is going on permanent display at a public building. Largely starved of the high culture routinely offered by other European capitals, the Portuguese are getting a collection that reads like a Who's Who of modern art." (...)
Posted at 14:26 in jornais, Museu Berardo | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)
Sugeri na manhã da 3ª feira pós-inaugural, a quem de direito, a instalação imediata no átrio do Museu Colecção Berardo de caixas apropriadas para recepção de donativos dos visitantes destinados à futura aquisição da colecção (*). A iniciativa tornar-nos-ía desde logo mais parecidos com os museus norte-americanos e ingleses, exemplo a seguir em muitos domínios.
O preço estabelecido pela Christie's não é uma borla, mas corresponde hoje a apenas três bons dias de leilão em Londres, com um total de cerca de 400/500 peças (aqui há mais). Dentro de dez anos é certamente uma pechincha, a não ser que o mundo (da arte e do resto) se volte de pernas para o ar. E não são de facto (**) 316 milhões de euros que serão pagos ao comendador (dizem-se por aí imensas trapalhadas), mas menos dez por cento, sendo estes 31,6 milhões destinados ao Fundo de Aquisições...
A campanha de recolha de fundos, mobilizando o público em geral, decorreria ao longo desses dez anos, se for necessário o horizonte temporal máximo. Em paralelo, outras iniciativas devem ser tomadas, como a criação dos Amigos do Museu e de outras formas de patrocínio e participação.
No acto formal da inauguração Sócrates deveria ter anunciado publicamente o compromisso ou pelo menos a intenção do Governo (dos Governos, se tal é possível a prazo) de vir a adquirir a Colecção.
As verbas a recolher na campanha nacional que sugiro deverão ser destinadas, em alternativa e no caso de não se consumar a compra, ao Fundo de Aquisições do MCB. Isso teria de ser estabelecido desde já.
(*) De facto, tenho imenso receio que o Estado adquira a Colecção. Já vimos o suficiente para saber que Ele trata muito mal dessas coisas. Até agora este privado em particular e alguns outros mais, menos conhecidos (ou mais, como o Gulbenkian), mostraram saber melhor o que comprar e como fazer do que os funcionários que nos cabem em sorte. Dá-me muito mais confiança o Joe Berardo, mesmo com os seus excessos, do que a nacionalização do acervo.
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Um programa contra a corrente
"O problema de qualquer museu é conseguir interessar tanto um historiador universitário norte-americano que sabe tudo como uma pessoa que vê pela primeira vez arte contemporânea." Jean-François Chougnet, Público 25 Jun.07
face à má fé
"... um museu mal amado pela maioria dos agentes das artes plásticas e que muitos, incluindo o Presidente da República, dizem ter sido uma vitória da vontade de Berardo sobre interesses públicos mal acautelados." Vanessa Rato, Público 25 Jun.07
"Quando lhe falamos das reservas que parte do mundo da Cultura tem quanto ao seu museu, Berardo responde simplesmente: "Mas, se não querem, se amanhã houver melhor alternativa, "Please, let me go!" Não quero ninguém a fazer-me favores. Não vale a pena dar bolota a quem não quer comer." Vanessa Rato, Público 24 Jun.07
"Teria ficado bem a Berardo seguir todos os exemplos de Calouste Gulbenkian. E não só alguns." DN, Editorial 25 Jun.07 (pergunta-se: incluindo morrer?)
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Visto por extenso, e não só os três quatro minutos ocasionais, o filme cresce mais ainda. O movimento abstracto dos grupos, a coreografia, o azul, são de facto um documento poderoso, impressionante e inquietante, sobre o presente - as manifestações dos jovens dos bairros periféricos de Paris (Março de 2006). E são a passagem do documento circunstancial a algo de mais produtivo e, enquanto objecto e desafio, algo de mais indefinido, a que podemos chamar arte.
Não é uma "reflexão sobre", um exercício académico sobre a imagem, o poder da imagem, a ontologia da imagem, a ideia de arte, etc, etc... Mais do que vontade ou pretensão de arte, esta (a palavra arte) é uma situação de chegada - uma proposta de apreciação valorativa.
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Se tiver de escolher uma obra na inauguração do Museu Colecção Berardo, será um vídeo, uma descoberta:
SUR PLACE, de Justine Triet (Née en 1978 à Fécamp)
No piso inferior, antes atribuído à fotografia e agora ao vídeo. Vídeo, arte vídeo, cinema, ou documentário (como refere uma informação do Festival de Brive, em França)? Não importa. Manifestantes, grupos que se formam e dissolvem, que atacam e fogem, que ondulam, se detêm, se observam. Alguns, às vezes, com capacetes e bastões que os assemelham a polícias; outros serão mesmo agentes, ou "serviços de ordem", tudo se equivale. Incursões, surtidas, recuos, movimentos colectivos e breves acções ou reacções individuais.
Não se sabe quem é quem, a imagem que parece em parte virada a azul (o azul dos jeans) torna idênticas as partes em jogo. Falta-nos informação para reconhecer de imediato as causas, as datas, os lugares. Domina a coreografia, há algo de jogo, de encenação cúmplice entre ordem e desordem; tudo se reconduz ao movimento de grupos, numa sequência que não é, não parece ser, cronológica ou narrativa.
O filme lembra as obras de Stephen Dean (1968, Paris; trabalha em Nova Iorque) que vi pela 1ª vez no CAV de Coimbra (Volta, 2002-2003, filmado em estádios do Brasil, sobre os movimentos de massas nas bancadas) e que reencontrei na 1ª Bienal de Sevilha, a de Szeemann, o mesmo Volta e Pulse, 2001, feito na Índia, em festas onde circulam pigmentos de cor. A "pura visualização", que se afigura pintura em acção, é antes uma diferente visibilidade que se abre à interrogação do espectador. Neste caso (Sur Place), essa interrogação é mais directamente política e o lugar do observador, a construção visual, a sequência temporal são elementos de inquietação que avolumam a excitação e a interrogação do que vemos. O espectáculo é aqui montagem filmica, observação ou análise? Terei de voltar - e antes (o Eclipse de Anne Veronica Janssens) e depois (Cristina Mateus), os outros dois vídeos são também interessantes.
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Posted at 02:30 in Berardo, CCB, Museu Berardo, Museus | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Acordo Ministério da Cultura - Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea -
Termos gerais do Acordo assinado no dia 3 de Abril de 2006, em cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro. ver abaixo
Intervenção da ministra a 03.04-2006 > desapareceu
Nota à imprensa do MC sobre a Composição do Conselho de Administração da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo - 02-06-2006 > desapareceu
Nota Informativa da ( PR ) Presidência da República a propósito do decreto-lei de criação da Fundação ..., 28-07-2006 > ver abaixo
Decreto-Lei nº164/2006 de 9 de Agosto: consultar DRe
discurso (desapareceu) na apresentação do concurso de esculturas, em 20-12-2006 > ver citação > referem-se aqui passos de um protocolo não incluído no Decreto-lei...
e a 26-03-2007, as compras de Serralves
Watchman, What of the Night?, 1968, óleo sobre tela, 299,7 x 993,8 cm
Roberto Matta ( 1911 - 2002 ) © 2007 Copyright The Berardo Collection
Após o átrio renovado (*), a visita ao museu (ver site da colecção ) começa pelo antigo espaço do design onde se aloja o núcleo "Surrealismo e mais além". No primeiro espaço estão os nomes históricos e também Cesariny, apesar da diferença cronológica. Ficam logo exemplificadas as liberdades que se tomam com o desenrolar da história, para propor associações significativas ou apontar precedentes e sequelas. E também se demonstra o pedido de peças a outras colecções, dispensando uma eventual peça menor e mobilizando empréstimos, da Gulbenkian, da F. Cupertino de Miranda, do Chiado, neste caso.
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Frank Stella, "Severambia", 1995, 299,7 x 840,7 x 388,6 cm, Colecção Berardo
uma recentíssima aquisição em estreia, à entrada das galerias do piso 0 do Museu Colecção Berardo...
e a seguir, num diálogo de extremos, o pequeno Mondrian de 1923, "Composição com Amarelo, Preto, Azul e Cinzento".
Adiante ficam os núcleos "Figura Reinventada", "O Poder da Cor", "Minimalismos" e "Autonomias", este dedicado a obras de mulheres artistas, na inesperada montagem do director Jean-François Chougnet.
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