Fotoporto em 2ª edição (bienal): de 20 de Setembro até Dezembro, com várias produções inéditas (4 da Ether, António Sena): Sena da Silva, Paulo Nozolino e Chris Stromholm e Neal Slavin, e tb Mimmo Judice.
Fotoporto em 2ª edição (bienal): de 20 de Setembro até Dezembro, com várias produções inéditas (4 da Ether, António Sena): Sena da Silva, Paulo Nozolino e Chris Stromholm e Neal Slavin, e tb Mimmo Judice.
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As fotografias de Paulo Nozolino reencontram-se cada vez mais com o sentimento da catástrofe que marcou, como premonição ou como desafio, a arte de vanguarda dos primeiros anos do século XX, carregando consigo a ideia de que o mundo é intolerável (usando aqui palavras de Hobsbawm). Mais do que da construção de um testemunho factual, localizado e cronológico, até porque as legendas são dispensadas, trata-se de propor um inventário global do mundo que é já um ponto de chegada e também ponto de não retorno.
O fotógrafo não é um observador exterior aos caminhos que percorre ou ao que vê e documenta, mas alguém que sofre com o sofrimento do mundo e da história, e que, aliás, também o expressa através dos textos que acompanham os seus livros (os seus e dos poetas a que se associa) ou das entrevistas que de imediato prescrevem o modo de ler o seu trabalho. A solidão do autor é a de alguém que (ainda) sobrevive às catástrofes da história e à erosão de todos os mitos e que se identifica com a desesperança que se abate sobre o mundo. Agora testemunha errante, condenado à errância solitária, e já não a testemunha em fuga dos seus inícios. Não se trata já de fotografia de viagem (a qual foi a primeira imagem de marca do autor, e o tema do seu workshop de Arles em 1986): não há caminhos livres e tudo está em toda a parte - mas como "nada", título de uma primeira mostra antológica em Paris (2002). E a dimensão autobiográfica do que era um itinerário intimista pelo mundo (que associava Nozolino a outros fotógrafos como Bernard Plossu e Max Pam - como observa Claude Nori no seu recente La Photographie en France, Flammarion 2008 - foi trocada, ou confundida, com uma constatação fatal de que não há mudança, e, mais precisamente, de que nunca houve um pós-guerra. Identificar o sentido de uma obra com o (sem) sentido do mundo e da vida, e identificar tudo isso com a própria existência do autor (ou artista) pode ser, ao mesmo tempo, uma condenação e uma extrema ambição. Sem a distância que se recomenda ao testemunho e sem a arma segurizante da ironia trata-se de uma descida aos infernos.
Entretanto, a presente exposição constitui uma surpresa face aos passos anteriores de Nozolino, radicalizando-lhes o sentido, e é também uma recusa face às expectativas dos seus espectadores. Trata-se de facto de uma instalação onde as 32 fotografias expostas se alinham numa parede única, negra, quase sem intervalos entre si. A instalação de um livro a publicar, alinhando as páginas (sempre ao alto) impressas em pequeno formato (25,5 x 17,7 cm), em provas únicas que só se poderão adquirir em conjunto. Desapareceram legendas e datas que situem as imagens e que as permitam recuperar como informação. Desapareceram os dípticos e trípticos dos últimos anos, sem estar ausente a sequência escolhida das imagens e o seu ritmo. Desapareceram os negros brilhantes, exactos e profundos, em que se recortavam algumas manchas de luz, ou as núvens de cinzas onde se ampliava a matéria da fotografia. É provável que surja agora ao espectador a nostalgia das anteriores grandes provas magnificas que às vezes se agrupavam em painéis múltiplos. As provas (sempre inéditas, mas por vezes próximas de outras fotografias antes escolhidas) são também quase sempre imprecisas e imperfeitas, cinzentas e sujas, ao contrário do que foi apanágio do fotógrafo, nas suas admiráveis imagens escurecidas até ao limiar da invisibilidade, atravessadas pelas lâminas de luz. Mas trata-se agora de suster o espectáculo da miséria e da guerra, de travar a possível tentação formalista em que a exibição da dor se recupera ainda como exercício da beleza. Estas provas escaparam aos desastres da história e do presente, mas não existe redenção artística para a impureza do mundo.
Sabe-se que as datas das fotografias vão de 1976 a 2008, percorrendo-se em 32 imagens outros tantos anos de trabalho, de criação ou de vida. É um dado que reforça a identificação do autor e da obra, e das fotografias como auto-retrato mesmo que tenha desaparecido a ideia de itinerário íntimo.
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“bone lonely”, fotografias de PAULO NOZOLINO na Galeria Quadrado Azul (Lisboa),
inaugura dia 8 de Janeiro pelas 22 h (até 21 de Fevereiro)
o título é tb o de um livro a publicar pela editora alemã Steidl, por ocasião da apresentação desta exposição em Julho nos 40 anos dos Rencontres d’Arles.
Book design by Paulo Nozolino/Poems by Rui Baião
72 pages with 32 poems and 32 b/w photographs
18 cm x 26 cm Hardcover €34.00
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Expresso Actual de 07- Maio -2005
«Continuo a afiar o lápis»
Em «Far Cry», um livro e uma exposição a inaugurar hoje em Serralves, Paulo Nozolino faz o balanço de 50 anos de vida e de 30 de fotografias
A exposição de Paulo Nozolino inaugura-se hoje em Serralves. Como o livro homónimo, Far Cry, co-editado pela Steidl, de Göttingen, é a síntese de um trabalho que é habitual ver referido como um dos mais originais entre a fotografia das últimas décadas. A beleza das imagens é inseparável da gravidade de uma visão do mundo. De quem se sente a viver «um pós-guerra qualquer» e dá forma a um grito profundo.
«Não tenho pressa. Estou interessado no que é eterno, no que ficará cá quando eu morrer»
O que é esta exposição?
O desafio era rever o trabalho todo, mas não queria fazer uma retrospectiva, porque não tenho idade para isso. Tenho 30 anos de trabalho e 50 de vida, acho que ainda é cedo de mais. Pretendi fazer um apanhado do que tinha sido importante ao longo de todas as séries que fiz e tentar manter uma ordem cronológica nessa escolha. Na Maison Européenne de la Photographie (Paris, 2002)*, mostrei uma primeira antologia que foi um teste para esta. Era uma exposição muito críptica, porque o espaço era reduzido, e eu quis depurar tanto que para muitas pessoas foi incompreensível.
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Arquivo * EXPRESSO Actual de O6-Set.-2003 (pág. 41)
"Entre as ruínas"
Uma descida aos infernos em fotografias e poemas
Entre temporadas, o vazio das agendas é propício a que se recupere a oportunidade de falar sobre um objecto que fica a marcar o ano, mas que nestas páginas se deixou passar em silêncio, por acidentes de calendário. Não uma exposição, mas um livro de poemas e fotografias, de palavras e imagens reunidas sob um mesmo título, sem que de ilustração ou comentário se possa falar. São dois discursos que se encontram numa relação de cumplicidade, que se cruzam e mutuamente se provocam e se iluminam, mesmo se o percurso é o mais possível nocturno.
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EXPRESSO Cartaz de 9/2/2002
"Paulo Nozolino em Paris"
Retrospectiva pessoal do fotógrafo português condensada em apenas 38 imagens
«Nada». Assim mesmo, em português. Este o título que Paulo Nozolino atribuiu à exposição que a Maison Européenne de la Photographie (MEP), da Câmara de Paris, inaugurou a 22 de Janeiro, na sua Galeria Contemporânea. É toda uma retrospectiva pessoal deliberadamente condensada num percurso de apenas 38 imagens, com datas de 1977 a 2000, que são tanto um auto-retrato íntimo como um diagnóstico do estado do mundo. Negro, necessariamente. Nozolino refere-se à selecção das imagens como «uma narrativa», «uma frase» onde se pergunta «quem somos?, em que estado é que estamos?», e também a considera como o fechar de um ciclo de vida, quando está de regresso a Portugal, fixado no Porto, ao cabo de 13 anos com base em Paris.
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EXPRESSO Cartaz 22 Mar. 1997
Nozolino no Teatro S. João / «Jogos de poder em Veneza»
O que Nozolino procurou em Veneza foi fotografar um século XVII que poderia ter sido o da peça que Ricardo Pais encenou no Teatro S. João — é também este, aliás, que assina o projecto da exposição. E ter-lhe-á agradado poder não ver a cidade actual, que detesta, suspendendo o que é a atitude previsível do fotógrafo. A encomenda, condição de trabalho normal e tantas vezes favorável, foi diferente de outras oportunidades que tem tido para, por exemplo, fotografar Madrid (Miradas Fin de Siglo, Madrid Visto por..., vol. 2, ed. Banesto, 1993) ou Tóquio (Tokyo Today, ed. EU Japan Fest Japan Committee, 1996). Nesses casos, habituais para um «jet-set» fotográfico a que ascendeu, trata-se principalmente de fazer variar o cenário onde os autores se auto-retratam ou de reproduzir as marcas de um estilo próprio em território alheio, seguindo as regras necessárias de muita da fotografia de viagem ou de estrada, que isso mesmo exige.
A propósito de (Ensaio Para) A Salvação de Veneza, adaptado de Thomas Otway, um contemporâneo de Shakespeare, Nozolino aproxima-se dos terrenos de uma mais rara fotografia ficcional que, não sendo a ilustração de um texto, dele colhe inspiração e «pretextos». O próprio título do pequeno album onde as imagens se publicam, Suspiros de Chumbo, distancia-se da secreta concisão de outras obras mais pessoais (Limbo, Kuan, Penumbra, Solo, a seguir, ou, a primeira, Para Sempre) para ganhar (?) outra dimensão mais literária.
O preto e branco que se poderá dizer implacável, porque o que as sombras sempre ocultam intensifica o desvendar de uma permanente instabilidade do mundo, é o que conhecemos no trabalho de Nozolino. Mas o seu trânsito é agora entre pedras marcadas por homens antigos, estátuas, uma tela onde um reflexo de luz parece movimentar a composição e, por uma vez, dar vida a personagens, entre fachadas patrimoniais, árvores igualmente fúnebres, um céu de tempestade. Trata-se aqui, ao contrário de outras viagens, mais livres, de fazer reconhecer Veneza, de construir um espaço e um tempo precisos, como se fossem, talvez (a estreia estava marcada para ontem), adereços do mesmo espectáculo prolongado do palco ao salão nobre.
Embora sem a dimensão ficcional que esta encomenda aconselhava ou impunha, as fotografias recordam uma outra obra menos conhecida de Nozolino, «Regard sur le Musée Fenaille» Avant Travaux (Rodez, 1993). Aí, o tempo que se inscrevia nos objectos, observando com respeito uma degradação carregada de memórias («Há uma fissura em tudo.../ É assim que a luz penetra», versos de Leonard Cohen tomados como epígrafe), construía um mundo habitável na companhia de fantasmas fraternais. Os fragmentos de história do museu francês mantinham então uma proximidade humana que está agora ausente no tempo congelado de Veneza.
A montagem das fotografias de Nozolino no Teatro segue também critérios inéditos na apresentação do seu trabalho. Pela primeira vez, os habituais pequenos formatos deram lugar às provas ampliadas até aos 180 centímetros, condição evidente para as expor no salão nobre sem alterar, com a construção de um espaço próprio, o cenário dos dourados e veludos. Facilmente se verá, no confronto com a edição em livro, que se trata aqui só de uma questão de formatos (a dimensão das provas de exposição) e não de escalas — conforme os problemas de construção e visibilidade que Gérard Castello Lopes vem interrogando.
A «instalação» é assinada por João Mendes Ribeiro, enquanto João Nunes fez o design gráfico da edição, que inclui ainda um poema de Al Berto («...esta poeira brilhante/ que se desprende dos cedros e cai/ na fissura entre a máscara e o rosto»). No espaço de poder que este teatro é com evidência, a exposição refere na sua montagem teatralizada uma intriga de poder e sexo sob o signo da morte. Mas esta é ainda mais poderosa, mais cruel para todas as máscaras e rituais do poder, na sequenciação das imagens do livro, onde se acrescentam outras sete imagens às dez que são expostas. No album, Veneza não se salva.
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Expresso Revista de 27-04-96, pp. 126-7 (com "A matéria da luz" - exp. "Penumbra", no CCB)
"Chegar à alma"
Acumular fotografias
Este trabalho não começou por ser um projecto deliberado: houve fotografias que se começaram a acumular. Já tinha feito uma viagem a Marrocos em 1983 e descobri que essas fotografias tinham características completamente diferentes das outras que eu fazia. Em 1990 fui à Mauritânia e dois anos depois ao Cairo. A seguir ao nascimento da minha filha, passei um ano praticamente a ocupar-me dela, em Paris, sem fazer fotografias, com grandes dificuldades financeiras. Foi um período muito difícil, tinha imensos projectos que arrancavam e paravam, e acabei no desespero. Estava há um ano parado, tinha que sair. No Egipto, achei que há muito anos não me acontecia produzir tão boas fotografias em tão pouco tempo.
Posted at 19:57 in 1996, Nozolino | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
EXPRESSO Revista de 27-04-1996, pp. 124-5 (seguido por entrevista)
"A matéria da luz "
Uma exposição no CCB e um livro: "Penumbra", de Paulo Nozolino, é uma viagem aos abismos do mundo árabe e da fotografia. As imagens e as palavras do autor
As fotografias de Paulo Nozolino têm agora uma diferente gravidade. Elas decifravam-se antes como cenas de uma autobiografia sempre perseguida entre os retratos familiares e a ficção da viagem. Em trânsito, como uma «testemunha em fuga», dizia-se, as imagens podiam ver-se como o espelho onde se buscava o rosto do fotógrafo, mergulhando na distância de lugares abstractos ou voltando ao ponto de partida, em busca de uma identidade própria questionada como solidão e pertença a um estreito universo demasiado íntimo.
Scalo, Zürich; 1996; 112 pages; 50 monochrome photographs
coedição c/ Fundação das Descobertas / Centro Cultural de Belém
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08-07-1995
Grande prémio europeu para P.N.
Paulo Nozolino foi o laureado com o Grande Prémio da cidade de Vevey, no primeiro «Concurso Europeu de Fotografia» promovido por esta cidade suiça no âmbito do festival Images'95, que decorre até dia 16. Destinado a fotógrafos profissionais de toda a Europa, que foram apresentados por comités de selecção de 21 países participantes (da Espanha à Ucrânia, com ausência de Portugal), o prémio tem o valor de 40 000 francos suiços, a aplicar na realização de um projecto fotográfico que deverá ser exibido na próxima edição do festival, em 1997.
Trata-se do prémio europeu de fotografia dotado de um maior montante financeiro e é atribuido pela primeira vez por um festival que se orienta especialmente para a área do fotojornalismo, com a participação mecenática de empresas como a Kodak, Nikon, Polaroid, Sinar, Hasselblad e Leica, para além da Nesté e a IBM. Entretanto, note-se que se a Suiça é um país com uma tradição muito forte de interesse pela fotografia, na cidade de Vivey situam-se o Museu Suiço do Aparelho Fotográfico e uma escola de fotografia que este ano comemora o seu 50º aniversário.
Nozolino, que vive em França desde 1989, foi apresentado a concurso pelo Centro Nacional da Fotografia, de Paris, e propôs um projecto intitulado «Solo» — «O indivíduo na cidade europeia» —, reunindo fotografias realizadas durante 15 anos de deambulações pela Europa, tematicamente unificadas pela presença de figuras isoladas ou solitárias «perdidas na cidade, confrontados à desagregação do seu ambiente».
Charles-Henri Favrod, director do Museu do Eliseu, de Lausanne, foi o presidente do juri, que reuniu responsáveis de instituições da Alemanha, Suiça e Itália, fotógrafos (Jeanloup Sief, presidente de honra), impressores e editores (Jean Genoud), e que, por unanimidade, saudou «no trabalho de Nozolino uma pesquisa realizada com êxito, prosseguida com imensas qualidades de constância e de originalidade, que merecem ser levadas ao conhecimento de um público mais alargado». Sublinhando, «no plano fotográfico, a espantosa sensibilidade à luz e a unicidade da visão do seu autor», o juri destacou também, «no plano do discurso, o peso concedido por Nozolino ao homem na cidade e o interesse social e político da sua talentosa actividade».
Num texto publicado no catálogo, C.-H. Favrod refere também que o prémio assegurará a Nozolino uma mais amplo conhecimento público e a possibilidade de «prosseguir mais facilmente um trabalho notável que há muito tempo vem realizando solitariamente».
Por seu turno, a respeito do seu projecto, que o levará a realizar um novo périplo europeu, Nozolino declarou ao EXPRESSO: «Estou contente por poder enfim realizar um velho projecto, e triste por saber que a Europa está cansada e o pessimismo vai de mão dada com um 'novo' fascismo. Não será tarefa fácil fotografar tudo isto. Leio Zweig e Cioran, Cioran e Cioran...»
Entretanto, o fotógrafo português está também presente, em Montreux, noutra exposição do festival, «Momentos mágicos - Os 40 anos da Leica M», apresentada pela primeira vez na edição do Photokina de 1994, em Colónia, e que se encontra desde então em digressão mundial. Trata-se de uma selecção de 50 imagens de grande formato de outros tantos fotógrafos que utilizam a Leica M, desde Cartier Bresson e Alfred Eisenstaedt a William Klein e Sebastião Salgado. Em 1989, Nozolino fora distinguido com o prémio da Fundação Leica France.
Paulo Nozolino expôs em Portugal, pela última vez no Fotoporto de 1990, em Serralves, e participou na exposição de fotografia «Portugal 1890-1990» comissariada por António Sena para a Europália'91, em Antuérpia. Em França, publicou em 1993 o livro Regard sur le Musée Fenaille (avant travaux) e foi-lhe no ano seguinte atribuido o Prémio Vila Medicis («hors les murs») para a conclusão de um projecto fotográfico sobre os países árabes, o qual deverá ser em breve editado e exposto.
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Posted at 19:50 in 1995, Nozolino | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Arquivo * Expresso Cartaz de ? Junho/Julho ? 1994
?
PAULO NOZOLINO apresenta actualmente no Centro Georges Pompidou, em Paris, uma série de fotografias realizadas na Polónia, no âmbito de uma exposição sobre a realidade em mudança do mundo rural nos países da Europa de Leste. Trata-se de uma encomenda conjunta da Bibliothèque Publique d'Information (BPI), do Centro Beaubourg, e do Ministério francês da Agricultura e da Pesca feita a seis «fotógrafos-autores» de várias nacionalidades, na sequência de um primeiro projecto dedicado aos países ocidentais, que já foi parcialmente apresentado nos Encontros de Fotografia de Coimbra de 1992 («Europa Rural 1993 — Primeiros Trabalhos»).
Na exposição «D'Est en Ouest, chemins de terre et d'Europe» participam também a mexicana Graciela Iturbide, Stéphane Duroy, Yvon Lambert, Klavdij Sluban e Anthony Suau.
Posted at 19:00 in 1994, Nozolino | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Expresso Revista de 26 Out. 1985 (pp. 44-45)
A primeira de três entrevistas feitas ao Paulo Nozolino (tb em 1996 e 2005), esta por ocasião da exp. "Limbo", na Módulo
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(índice inacabado 2009/2010)
1982
«Fotografie in Europe heute», Dumont foto 4, org. Andreas Muller-Pohle, c/ texto A.Sena, notícia
Exp. Módulo, ciclo «Estúdios», 24 Nov.18 Dez., press-release
ed. PARA SEMPRE
bibliog. A Sena, JL «Os senhorios do tempo»
1983
«International Photographers II», Eaton/Shoen Gallery, San Francisco, c/ Claude Nori, Mary Ellen Mark, +2, convite
1984
«J.L», 21 Agosto. A. Melo, «A cama, a estrada e a morte»
id, A. Guerreiro, «Sobre um retrato de Al Berto»
1985
exp. Módulo, «Limbo», 18 Out.13Nov., press-release
26 Outubro, AP - «Paulo Nozolino: 'Só posso fotografar a minha vida'», entrev./REV.
id., João Lopes, «A tragédia adiada»
«DN», 27 Nov., AP - «Fotógrafo Paulo Nozolino participa nas Segundas Jornadas de Valência» (n.a.)
1986
06 Dez., Expresso, 1ª pág. «Questão de direitos de autor anula exp. fotográfica»
refere «Quarto Escuro» anunciado para SNBA
1988
Liberation, 12 Decembre: Nozolino, le crépuscule des lieux
exp. à Douchy, Centre Régional de la Photographie
1989
«De l'arbre au bouquiniste», exp. e encomenda do IFP, Lx, 13.11-15.12, press-release
Coimbra em 90, 1-16-06, convite/foto e press-release
1990
exp. «12 villages en Europe», Paris, Ministère de l'Agriculture et de la Forêt, 30.01-15.02
com Garcia Rodero, Bernard Descamps, John Demos, Basilico, den Hollander, Yvon Lambert, Tony O'Shea, Andre Gelpke, etc (inaug. Bougogne em Out.89
ver «Libération», entrev. c/ Bernard Kayser e fotos, 1 Noz.
1 press-print, «Foios, Portugal», 16-17 Junho 1989, dist. VU, 1993
exp. em Lx IFP, 1-31 Out.90, press-release
encomenda do IFP, Lx, 13.11-15.12, press-release
Coimbra em 90, 1-16-06, convite/foto e
CCB
08-06-96
(tb ARTIGO na Revista)
Também em últimos dias está a exp. «Penumbra», onde P.N. reuniu quatro dezenas de fotografias feitas nos países árabes ao longo de uma década. Os acasos da viagem e a mitologia própria da fotografia de viagem foram dando lugar a um projecto de identificação de um espaço e dos seus habitantes, o que não deixa de ser uma outra forma de o autor se procurar retratar a si próprio. O itinerário é documental, mas arredado das urgências da informação para aprofundar todo o mistério das sombras do deserto, e o olhar transporta a subjectividade necessária à disponibilidade para os grandes encontros. A exp. deu lugar à edição de um album em coprodução internacional e de inexcedível qualidade.
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EXPRESSO Revista de 15-11 - 1997
«A Ideia de Europa»
Encontros de Coimbra
Cartaz de 08 - Nov - 1997 (notícia)
"De Coimbra para a Europa"
Depois da volta a Portugal, com extensão às memórias do Império, os Encontros de Fotografia de Coimbra apontam à Europa. Às digressões paisagísticas das três últimas edições sucede-se uma mudança de direcção e o programa geral das exposições propõem-se agora abordar as transformações e os conflitos que marcam a construção da identidade europeia. O projecto é ambicioso e promete prolongar-se por três anos, até ao final do século, de modo a aprofundar, pela imagem, o inquérito a respeito dos «problemas da nova geo-política, da relação do indivíduo com o outro e com o Estado, da perspectiva de si mesmo, das expectativas, do imaginário e das utopias».
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Arquivo * EXPRESSO Revista 16-11-96
"Enfim, nós"
16ºs Encontros de Coimbra
Em Coimbra, este ano, o mais importante são os fotógrafos portugueses. Witkin, convidado a exorcizar a nova galeria das Celas da Inquisição <ver texto seguinte>, regressou com os seus condenados, que nada perderam, por já não serem novidade, da sua perturbante humanidade redimida. Ghirri, o paisagista italiano que usa a cor para comentar poeticamente o real, terno e irónico, erudito e próximo, é homenageado com uma antologia. Pierre Verger é outro autor com justo destaque, mesmo se a sua obra de viajante fotógrafo e etnólogo se conhece melhor em livro do que em provas expostas. Todos eles são trunfos dos 16ºs Encontros, mas não sobrelevam o que nesta edição mais interessa: a confirmação da qualidade, da energia, da originalidade do trabalho de alguns fotógrafos portugueses. Também o programa dedicado à fotografia de África e africana é, sem dúvida, uma revelação que fica a marcar o ano e, espera-se, a abrir um polo de trabalho com futuro (o tema é demasiado vasto para ser incluído num balanço único). Mas as rotas da África ao Oriente são igualmente destino dos fotógrafos nacionais. Em Coimbra, eles não «ganham» só por jogar em casa.
O que se impõe nestes Encontros são as obras de Paulo Nozolino e José Manuel Rodrigues, de Mariano Piçarra e António Júlio Duarte, a provar (com outras presenças possíveis) um momento excepcional da fotografia portuguesa, colectivamente considerada, e, em particular, a solidez dos percursos individualmente trilhados. Os Encontros sempre mobilizaram, desde o primeiro ano, autores nacionais, mas é esta a primeira vez que a feira de importações dá lugar ao diálogo em igualdade de condições, perfilando-se como um lugar de trocas. O momento seria propício ao lançamento de um projecto que fizesse o ponto dessa actual situação afirmativa, na sucessão de gerações que tem por patriarca, no activo, Gérard Castello Lopes, continua com Jorge Guerra e segue até algumas jovens obras que prometem.
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Arquivo * Expresso Actual de 08-03-2003
O centro mítico
«Coimbra», Centro de Artes Visuais (CAV)
Centro mítico da fotografia em Portugal, Coimbra e os seus Encontros dão agora o passo arriscado de deixarem de ser um festival para se assumirem como uma instituição, como se anuncia na apresentação do Centro de Artes Visuais (CAV), inaugurado no edifício restaurado do Colégio das Artes e Pátio da Inquisição (ver «Actual» de 8/02). Aquela capitalidade festiva, que começou a afirmar-se em 1980, em simultâneo com outras marcas de transformação do panorama fotográfico (o surgimento de uma nova geração de fotógrafos e também de uma crítica e investigação histórica continuadas, que desde logo se manifestaram nos Encontros), reafirma-se em coincidência oportuna com a programação da capital cultural, sem dela fazer parte, e expressa-se simbolicamente no tema da exposição inaugural: Coimbra, a cidade e os seus fotógrafos.
Posted at 00:02 in 2003, Encontros de Coimbra, Nozolino | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Expresso / Actual de 10/3/2001
Macau, luzes e sombras
Dois fotógrafos interpretam Macau no final da administração portuguesa
ANTÓNIO JÚLIO DUARTE «Lotus»
PAULO NOZOLINO «Fim»
(Culturgest)
Dois fotógrafos olham para Macau antes da transferência da administração (20/12/1999). A convite da Fundação Oriente, mais do que por encomenda, que poderia supor um propósito ilustrativo ou de celebração orientada (intenções também dignas que têm outros canais de realização). Trabalharam livremente, em viagens sem imposições temáticas nem compromissos de qualquer complacência para com conveniências políticas ou a conflitualidade da mudança. Dois fotógrafos, Paulo Nozolino e António Júlio Duarte, com obras reconhecidas e itinerários separados por uma exacta distância de dez anos nas datas de nascimento (1955 e 1965, em Lisboa) e de aparição pública (à volta de 1980 e 1990).
O resultado de um projecto com seguros pressupostos é a apresentação de duas exposições de grande qualidade. Dois olhares distintos, mas não opostos, mostram o que pode ser a diversidade da representação fotográfica de um mesmo lugar.
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Fotografias em Madrid
EXPRESSO/ Actual de 10-06-2000
A TERCEIRA edição do PhotoEspaña, o festival internacional de fotografia de Madrid, decorre a partir do próximo dia 14 e até 16 de Julho, com um extenso programa que inclui mais de 70 exposições e volta a ocupar grande parte das instituições culturais e das galerias que se distribuem ao longo do eixo urbano de La Castellana, entre a estação de Atocha e a Plaza de Castilla. Três presenças históricas, Alvin Langdon Coburn, Harry Callahan e Otto Steinert, encabeçam o roteiro, do qual os organizadores destacam também as mostras de James Natchwey, foto-repórter da Magnum, de Paulo Nozolino, do italiano Luigi Ghirri e algumas representações antigas ou contemporâneas vindas do Extremo Oriente, nomeadamente da China e do Japão.
Posted at 09:33 in 2000, Madrid, Nozolino, PhotoEspaña | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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