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08/01/2007

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joão pereira

concordo em grande medida com o que escreveu mas, ainda assim, acho que o museu estava mesmo morto. basta ter em atenção como se comemoraram os 120 anos do museu! é certo que se fez uma exposição sobre a pintura portuguesa do seculo XVII mas foi tudo o que se viu. Se a Dalila Rodrigues já estivesse na direcção do museu penso que muito mais se teria feito. de resto, se o museu não estava morto, a nivel nacional parecia que toda a gente se esquecera dele o que vai dar mais ou menos ao mesmo. quanto as alterações na disposição das peças nas salas do museu, apesar de eu tambem não concordar com tudo o que foi feito, acho que agora as salas de pintura portuguesa estão muito melhores do que antes. os paineis de são vicente agora estao muito mais visíveis e, apesar de essas mudanças terem conduzido algumas obras de arte novamente para as reservas, outras finalmente viram a luz do dia. basta ver a sala onde se dispoe a pintura maneirista, onde finalmente aparecem pinturas de andre reinoso ou a santissima trindade de francisco venegas que pelos vistos não via a çuz do dia desde a exposição que se fez no porto em 2000. quanto as salas de pintura extra portuguesa, a dispossição encontra-se muito melhor e maos coerente, com o apostolaod de zurbaram finalmente apresentado na totalidade, e uma melhor ordem cronologica. é certo que se retiram as esculturas gregas doadas pelo senhor Gulbenkian, e que varias outras peças importantes passaram as reservas como as duas peças da chamada porcelana de medici, mas globalmente parece-me que a exposição permanente melhorou bastante.

Jorge Clara

Acrescentando... Boa parte dos directores de museus que se manifestaram teria feiro bem melhor se estivessem calados. Se verificarmos com cuidado, o Museu Soares dos Reis nada faz, o Museu Grão Vasco afunda-se, O Museu Machado de Castro (fechado para obras)podia muito bem ter encontrado uma solução de itinerância durante período de encerramento para dar a conhecer a sua colecção noutros pontos do país, o Museu do Azulejo (cujo director vai agora para o MNAA !!!) é o que se sabe, etc. etc. etc.
Pela primeira vez ouvimos o PR a deitar uma bomba que, espera-se, atinja a senhora Ministra - ou outro ministro qualquer com vocação para Suslov. Porque não acredito que esta história tenha saído da cabeça (e da alma) do Presidente do Instituto dos Museus. Já agora, se afastam pessoas competentes e activas, poderiam aproveitar "a mão" para despejar serviços que não funcionam.
Jorge Clara

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