SAN PAYO, Retratos Fotográficos
Exp. SEC - IPM - Arquivo Nacional de Fotografia
Museu do Chiado, 1995
comis. Vitória Mesquita e José Pessoa
Cat.
com textos de António Barreto (SP: a arte do retrato, a sociedade e a
política), Raquel Henriques da Silva (O retratos fotográfico e o
retrato na pintura. San Payo e a arte portuguesa, 1920-1950), e os
comis. 1000 ex.
sem bibliog portug. (refere 4 exp.)
No Expresso, escreveu Jorge Calado: "Retratos e fotografias", Revista, 25 Nov. 1995, pp 120-126
a exp. teve por base o espólio doado pelos filhos do fotógrafo, em 1990, ao Arquivo Nacional de Fotografia (departamento do Instituto Português de Museus que aguardava ainda em 1005 a sua institucionalização formal - que não chegou a ocorrer, devido à crição do CPF em 1996/97)
notas:
SAN PAYO, Museu do Chiado,
4-11-1995
O Arquivo Nacional de
Fotografia, entidade informal ou serviço do Instituto Português de
Museus (alguém irá finalmente dar-lhe agora existência legal e estatuto
condigno?), revela um dos espólios que recebeu e conserva. Retratista
(apenas retratista, o que é raro num fotógrafo), San Payo gozou de uma
fama imensa que se justifica pela exacta correspondência entre o autor
e o meio social que retratou. A retrospectiva corre o risco de reeditar
o mito, sobre algum desconhecimento de outras realidades nacionais e
internacionais. A exposição e a obra têm méritos; a iniciativa é um
contributo positivo para o levantamento da história da fotografia e do
gosto nacionais. Mas impõe-se proceder a revisões mais rápidas do
passado, certamente mais abrangentes e comparativas que as produções
monográficas.
SAN PAYO, Museu de Évora
14-09-96
Reapresenta-se
em Évora a exp. «San Payo — Retratos Fotográficos», inaugurada em 1995
no Museu do Chado e já este ano levada a Melgaço, terra natal do
fotógrafo (1890-1974) que foi um dos mais famosos retratistas de
Lisboa, desde meados dos anos 20.
Partindo da tradição picturialista,
San Payo cultivou o «retrato de arte» com uma assinalável competência
profissional, sendo a sua obra um notável indicador dos gostos
dominantes da sociedade nacional e de uma certa prática social da
fotografia.
A mostra foi organizada pelo Arquivo Nacional de Fotografia
(departamento do Instituto Português de Museus que aguarda a sua
institucionalização formal no quadro da reoganização do Ministério da
Cultura), com base no espólio que lhe foi doado pelos filhos do
fotógrafo em 1990, e constitui mais um passo significativo no
levantamento do património fotográfico nacional.

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