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10/17/2008

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Pedro dos Reis

Talvez a forma como Alain Badiou expos a situacao tivesse carregada de uma entoacao ultrapassada.
No entanto no meio da sua "revolta entre dentes", que parece querer dar razao a uma serie de teorias falhadas existem alguns pontos importantes.
Antes de tudo, nao vou culpar o capitalismo desta crise, mas sim a ganancia humana - que nao tem muito a haver com o capitalismo. Podem haver comunistas igualmente gananciosos e quem defende o comunismo, nao vai dizer que o sisteme e' que esta' errado, mas sim apontar o dedo a essas pessoas.
Este texto em formato do "bem vos dizia que isto iria acontecer, mais tarde ou mais cedo" refere alguns pontos importantes, como: a emigracao e a abordagem, que e' referida como capitalo-parlamentaristas - que julgo que se quer dizer como neo-liberal - apontando ainda alguns dos defeitos da nossa suposta forma de organizacao politica (a Democracia).

No meio deste discurso "perturbado", o autor acaba por se baralhar um pouco nas suas ideias. Principalmente por continuar a buscar uma verdade, ou uma solucao para os problemas da actualidade, em utopias de outras decadas.
E aqui terei de discordar, claro. As formulas do passado jamais teriam efeitos no presente.
As pessoas de hoje tem mais educacao e tiveram tempo para se aperceber de uma serie de teorias, que na practica, tambem nao tem os resultados que se esperariam.
Isto porque enquanto seres-humanos, em toda a nossa imperfeicao, jamais conseguiremos gerar o mais justo sistema de organizacao.
So' este simples facto, seremos sempre "politicos" (como ja' referia Platao) e havera' sempre o eterno jogo do encontro (que etimologicamente diz que nasce de opinioes contrarias ou conflituosas).

O "mal" da Democracia (ou do que se diz chamar Democracia) nao e' mais que o produto da abstencao directa de todos os individuos, enquanto cidadaos.
A nao participacao directa e abstencao de uma vida mais activa nas suas comunidades e' que gera o mal das governacoes que temos.
Dai que seja contraditorio falar-se de que somos geridos por capitalo-parlamentaristas (ou neo-liberais), quando nos mesmos votamos, ou nao, e depois deixamos-nos estar relaxadamente na "plateia" a assistir ao teatro politico - para que depois os possamos criticar e avaliar, se para a proxima vez os castigamos, nao votando neles, ou nao.
A nossa forma democratica de existir assemelha-se 'a de um jogador de casino, que vai jogar na roleta e espera que a bola calhe na casa em que apostou.
O maior esforco que alguma sociedade dita democratica podera' ter e' exactamente gerar cidadaos conscientes e activos; nao se podendo culpar a crise na classe dirigente.

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