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08/22/2010

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AP

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Alexandre Alves Barata: não percebo o que queres dizer com esta "reportagem" ??? ... é "arte" só por ser um acto de pintura ???
Yesterday at 00:57
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Alexandre Pomar: Claro que é arte - ainda pões esse problema?! A questão é se é boa ou má arte, com qualidade ou sem ela. O que é gratificante é a vontade de arte, do artista e do público; e é a energia de quem produz; é a performance pública. Uma lição, sr professor. À atenção da DGArtes
15 hours ago
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Alexandre Alves Barata:
‎...pelo que percebo não conheces o "artista" , nem a obra do senhor...
e a performance é igual a qualquer outra com o objectivo de fazer dinheiro rapidamente ...enganando um público ignorante que ao ver telas e tintas pensa que está a comprar arte.
Não estou a ver nenhuma lição... só me parece que andas com umas ironias muito estranhas e indecifráveis #
3 hours ago
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Alexandre Pomar:
Estás um académico (no sentido de conservador ou reaccionário). Tal como o Warhol retratista mundano que dava umas pinceladas sobre as impressões serigráficas de retratos de actrizes e viúvas ricas (não me refiro às obras dos 1ºs anos 60), ...o preto quer ganhar dinheiro. Como querem imensos artistas que vão fazendo variações dos seus "estilos" ou imagens de marca, das suas figuras ou abstracções "históricas" (não vou citar nomes). Gosto do mercado que não engana, que se reconhece como mercado, e suspeito dos artistas funcionários ou diletantes - mas não é isso que separa as águas.
Como distingues nominalmente a arte do meio da arte (Arte elevada, com maiúscula, a reconhecida pela Academia) e a arte dos autodidactas, dos pintores de domingo, dos amadores, naifs ou não, dos outsiders, loucos ou crianças, ou dos maus artistas?
Eu julgava que desde Duchamp e o readymade, do Danto, do Dickie, do Genette e do Schaeffer, etc, não se pode usar a classificação arte com uma condição de qualidade ou como uma atribuição de qualidade. Os maus artistas fazem também arte, como é fácil de ver - não é o nome que está em questão ou em juízo.
Parece que o pintor em causa não produz obras relevantes (embora sejam muito apreciadas pelo público comprador e observador - e assistir aos seus comentários parece ser edificante e aterrador: o gosto é em geral muito inculto), mas não é isso que importa aqui. Há também muito pouca coisa relevante na produção artística reconhecida como tal, exposta em museus, elogiada nos jornais, etc. Ainda por cima, rotineira, "escolar", autocomplacente, pretenciosa e não comunicativa.
2 hours ago
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AP

2º CAPÍTULO
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Alexandre Alves Barata
‎- porque me rotulas de tanta coisa ( não me parecem importantes nem os rótulos, nem os "cargos" para a conversa) ?
- o que é um artista para ti (para mim é um pessoa criativa) ?
- ao contrário do que dizes , acho que os artistas, as escolas ...e museus e críticos são peças do mercado tb , mas sobrevivem para além dele.
59 minutes ago
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Alexandre Alves Barata: Tantos são os artistas que não tiveram sucesso no mercado e hoje são considerados fundamentais à evolução da humanidade !!!
54 minutes ago
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Alexandre Pomar
‎- não são rótulos, são lugares ou posições de onde se fala, e estes não são alheios ao discurso nem os "cargos" são separáveis da voz e do papel social do artista (as obras sim, podem ser separáveis dos lugares).

- um artista é um criador/produtor/fabricante/autor ou intérprete de arte (de artes; de obras ou práticas de arte). É alguém que é reconhecido ou procura ser reconhecido como artista. A arte pode ser ou não uma profissão, pode suceder ou não a uma formação (pensa no Arthur Bispo do Rosário). O artista pode NÃO ser uma pessoa criativa (pode ter sido e deixar de ser criativo, e não perde por isso a identidade ou o "cartão de sócio" da arte); uma pessoa criativa pode não ser artista (é obvio, não?, pode-se ser padeiro ou publicitário e ser-se uma "pessoa criativa"). Mas o que se considera arte varia com o tempo e os lugares (o chá, por ex.), não tem uma definição ou conteúdo essencial, ou essencialista - fez-se e faz-se arte antes de se pensar a ideia de arte.

- não percebo o que me atribuis: eles todos existem e actuam no mercado (é o seu espaço social; e na cidade, ou no presente, o lugar, o tempo); os museus são hoje intervenientes decisivos no mercado, fazem mercado, por si mesmo e pelos coleccionadores institucionais e privados que os seguem ou dominam. Hoje, muitos deles fazem mais mercado do que história. Mas o mercado tem sempre os seus círculos e segmentos diferenciados, as suas dinâmicas particulares, que se interseccionam parcialmente e com particularidades específicas. Há mercadoS. Não se sobrevive ao mercado: há mercados das sobrevivências. Há mais vida para além do mercado, claro... podemos olhar e apreciar a arte sem nos preocuparmos com o mercado (para o artista é mais difícil, para o coleccionador tb, o crítico convém que o tente perceber, a escola tem obrigação de contar com ele, mas para o espectador interessado é fácil esquecê-lo).
19 minutes ago
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Alexandre Pomar ‎2 - São certamente muitos mais os que tiveram sucesso no mercado, no seu tempo, e estão hoje totalmente esquecidos ou menosprezados (vai acontecer isso a muitos dos famosos de hoje). E são ainda muitíssimo mais os que não tiveram sucesso no mercado e ninguém sabe quem eles foram. Os génios ignorados são raríssimos e são um mito criado no séc. XIX quando o nº de artistas começou a crescer exponencialmente. Vou buscar uma citação a propósito.
14 minutes ago
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Alexandre Pomar
Aí vai: "A ideia da arte como uma vocação elevada e o relativo prestígio oferecido pelas exposições nas academias, assim como o êxito de intérpretes solistas como Paganini ou Liszt e a fama de Balzac ou Dickens, contribuiram para saturar de artistas em potência a 2ª metade do séc. XIX. O rito de queixar-se, ainda hoje vigente, de que os artistas são imerecidamente ignorados ou incompreendidos era uma reacção tanto ao crónico excesso de oferta como ao suposto convencionalismo da classe média.
Atraídos pelo mundo da arte devido à aura espiritual de esta, pelo culto do herói, e pela retórica da liberdade, os aspirantes a artista do séc. XIX fundaram um discurso acerca do 'espírito contra o dinheiro' para explicar a falta de êxito". LARRY SHINER, La Invención del arte - una historia cultural, ed. Paidós Estética, Barcelona, 2004 (ed. University of Chicago Press, 2001). É um bom livro sobre a história antiga e actual da distinção entre as belas artes e o o trabalho artesanal (o artista e o artesão).
about a minute ago

Ana Crispim

gosto desta troca de ideias

anónimo

esta ideia, de que existe uma coisa chamada belas artes, cheira a podre de tão morta que está. estou com o alexandre.

célia barros

é bom quando a provocação não é gratuita.
Os comentários mereciam ser passados a post...

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