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11/14/2010

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Eduardo Batarda

Caro Alexandre,

"Circolo Ufficiali", literalmente "círculo dos oficiais" designa em Itália o Clube dos senhores oficiais. Muitas vezes aparece como "Circolo Ufficiali di Presidio", ou seja "Clube dos Oficiais de Guarnição". Equivale de modo aproximado às nossas (salvo seja) "messes". O mais importante "Circolo Ufficiali", o de Roma, ocupou durante muitas décadas áreas importantes do Palazzo Barberini, até que, recentemente, para que fosse possível adaptar a totalidade do palácio às necessidades da Galleria Nazionale di Arte Antica, os senhores oficiais " receberam em troca (depois de longuíssima polémica e interminável negociação, a totalidade do Torlonia, decerto menos central.

Podemos encontrar a primeira razão para o título na natureza "circular" (rectangular) e não-hierárquica da composição; a segunda na "paleta"escolhida (só duas cores, etc.). No texto, o Clube dos Oficiais aparece algumas vezes, em contextos diferentes: duas narrações referem o "interior2 (um jantar) e o exterior (a mãe solteira adolescente e pobrezinha a receber comida nas traseiras da cozinha, etc.). A voz "Sí signorsí" refere o mesmo contexto - é a voz de cumprimento/obediência de um inferior para um oficial.

Já agora, a respeito de uma observação tua feita à "banda sonora": apesar de não se usar e de colar perigosamente ao kitsch cultural mais desgraçado (pintura e música, etc.), a leitura dos títulos da dita "banda sonora" pode esclarecer (?) alguns dos títulos dos quadros e boa parte dos textos. Quanto ao facto de ter feito aparecer a lista como "música de fundo" (pelo menos um protesto semi-diplomático): na minha primeira individual, a que fazes referência; fiz exactamente a mesma coisa. Uma quantidade significativa de gravações ouvidas em Abril de 1968 estavam agora presentes, sobretudo as de Jazz.

Quanto aos "bicos", aliás justificados no texto (cf. lenga-lenga "publicitária"), os quadros são aos bicos (ou pelo menos o que está lá pintado "é" aos bicos. É o literal.

Agradeço-te muito teres aparecido. Passa outra vez por lá. Não me leves a sério: a minha "indigência intelectual" não atingiu ainda os píncaros a que eu sei que ela pode aspirar. Cumprimentos

Eduardo Batarda

Eduardo Batarda

Faltou-me pelo menos um segundo parêntesis no 1º parágrafo. Peço que me emendes. Obrigado,

E. Batarda

eduardo batarda

Mais correcções deverão ser feitas a aspas e a parêntesis. Quanto ao "Torlonia", que foi encarado como possível acolhimento para o Circolo, talvez tivesse sido de escrever "Palazzina Savorgnan di Brazzà".

E. B.

Carlos Vidal

«(...)em geral o que se diz conceptual é de uma indigência intelectual que condena o rótulo para sempre.(...)»
Caríssimo, algumas vezes concordamos (sobre algumas obras recentes e não só da arte em Portugal, sobre um certo asco que causam certos estereótipos de linguagem da "arte actual", etc.), outras não temos de concordar, sobretudo quanto às raízes históricas do conceptualismo - riquíssimas estas, paupérrimos os epígonos.

E este não é um comentário sobre Eduardo Batarda.

Mas, a sua frase que cito acima não é correcta: pode dizer-se hoje que há "indigência plástica" nalgum conceptualismo (certo), mas nunca "indigência intelectual". A reivindicação de autonomia associal da arte produziu pérolas de pensamento, de Greenberg a Art & Language. Isso tem de ser reconhecido. O resto....

eduardo batarda

Há mais emendas a fazer. Isto de posts e tal é para mim uma estreia. Falhei uma série de aspas e de parêntesis. Far-me-ão o favor de emendar ou de não "tomar em consideração". Uma emenda mais importante: a sede do "Circolo Ufficiali" de Roma passou para um local praticamente pegado ao P. Barberini: "……ha trovato una soluzione definitiva individuando tale nuova sede nella Palazzina Savorgnan di Brazzà e nel giardino d'inverno di Palazzo Barberini…". A família Savorgnan, como se compreende, "deu" um explorador e cientista; este "deu" a antiga Brazzaville. O local que eu evocava no texto "neo-realista" (e daí a história do "cinema") era a sede da "Manutenção Militar" ( Messe dos Oficiais), no Porto. Com efeito, esta é do outro lado da rua em relação ao Teatro de S. João. Este era um cinema (outra vez o cinema) quando o conheci, se bem que nele tenha actuado (1963) como elemento de um grupo de teatro de Coimbra (CITAC). Se um post anterior, com o mesmo assunto mas menos explicado, aguarda ainda aprovação, talvez seja de retirá-lo, substituindo-o por este mesmo.

E. Batarda

Carlos Vidal

Já agora, também uma emenda:
Muito do que HOJE se "define" conceptual é indigente.
Contudo, nem tudo o que HOJE se "define" conceptual é indigente.

AP

Obrigado Eduardo por teres deixado passar sem o comentário devido a minha trapalhice à volta da Galleria degli Uffizi passada a Ufficci - eu terei de dizer que é dislexia. Vou tentar ler e tentar voltar a ver - mas a prioridade é um trabalho a inaugurar dentro de um mês. voltarei logo que possa, e à Ana Mata e aos Primitivos Portugueses, que estão à espera: é uma exposição corajosa em vez de um digest.

Ao CV terei de dizer que me preocupo quando concordamos. É uma questão política. Depois, é mesmo indigência intelectual que afirmo, porque essa é que é grave tratando-se de "conceptuais" (conceptuais eram os cubistas, aliás). A "Autonomia associal" é uma posição social (não direi de classe), e evitaria falar em pérolas que posso ser mal entendido. Greenberg sim, como exercício de tacticismo político e estético, ginástica intelectual - a leitura é proveitosa e mais ainda quando se viram as teses de cabeça para cima.

AP

E Pedro Proença e Xana comentam no Facebook - isto está animado: http://www.facebook.com/?ref=home#!/permalink.php?story_fbid=160978900605681&id=100000807166395&notif_t=feed_comment

Carlos Vidal

«Ao CV terei de dizer que me preocupo quando concordamos.»

Quando concordamos, concordamos. Quando não, não.
É coisa que não me preocupa nada.

(Indigentes, os conceptuais? Quem? O Kosuth? Como artista? Quiçá. Como ensaísta? Não.)

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